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Corrupção envolvendo deputados movimentou ao menos R$ 54,5 milhões, aponta MPF - Editoriais - Band News FM

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Corrupção envolvendo deputados movimentou ao menos R$ 54,5 milhões, aponta MPF

Por Ana Lícia Soares, Christiano Pinho e Francini Augusto, às 08/11/2018 - 12:46

A Receita Federal acredita que os valores podem ser ainda maiores

A operação Furna da Onça, levou sete parlamentares a prisão. Um deles foi André Correia (DEM) (Foto: Christiano Pinho)

O Ministério Público Federal estima que pelo menos R$ 54,5 milhões tenham sido distribuídos em propina entre os deputados estaduais envolvidos no esquema de corrupção desarticulado nesta quinta-feira (8), pela Polícia Federal. O valor foi monitorado com base em um sistema entregue pelos doleiros da organização criminosa ao Ministério Público Federal, mas a Receita acredita que os valores podem ser ainda maiores.

A operação Furna da Onça, um desdobramento da Cadeia velha, levou sete parlamentares da Assembleia Legislativa a prisão, nesta quinta-feira (8).

A Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão preventiva contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa Jorge Picciani, que seguirá preso em casa para o tratamento de um câncer, além dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, que já estavam presos. Todos são do MDB.

Dos 19 mandados de prisão temporária, 17 foram cumpridos. Entre os alvos estão André Correa, do DEM; Chiquinho da Mangueira, do PSC; Luiz Martins, do PDT; Marcus Vinicius "Neskau", do PTB; Marcos Abrahão, do AVANTE; Coronel Jairo, do MDB; e Marcelo Simão, do PP. Desses, apenas os dois últimos não foram reeleitos.

O secretário de governo, Affonso Monnerat, também foi preso.  O presidente do Detran Leonardo Jacob e o antecessor dele Vinicius Farah, eleito deputado federal pelo MDB, estão foragidos.

De acordo com o Ministério Público Federal, entre 2011 e 2014, decisões para favorecer a quadrilha do ex-governador Sérgio Cabral na Alerj, eram tomadas em troca de propina por meio da compra e venda de votos. O pagamento mensal aos envolvidos girava entre R$ 20 mil e R$ 900 mil. A indicação de cargos em órgãos públicos também era usada como moeda de troca. Só no Detran, foram mais de 100 indicações.

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