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Justiça condena três acusados da morte de mulher durante aborto em clínica ilegal

Ainda serão submetidos ao júri popular outros cincos suspeitos

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Na época do crime, Jandira Magdalena dos Santos tinha 27 anos e estava grávida de 5 meses (Foto: Reprodução/Facebook)

Três das oito pessoas suspeitas no envolvimento da morte de Jandira Magdalena dos Santos, submetida a um aborto em uma clínica clandestina em agosto de 2014, são condenados pelo júri popular. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (10). Todos estão presos preventivamente.  A líder da quadrilha, Rosemere Aparecida Ferreira, foi a que recebeu a maior pena: 35 anos e seis meses de prisão, além do pagamento de multa, no valor de cinco salários-mínimos.

O falso médico, Carlos Augusto Graça, foi condenado a 26 anos e 6 meses. Já a motorista do grupo, Vanusa Vais Baldacine, recebeu pena de 15 anos e seis meses de reclusão. De acordo com o júri, Rosemere cobrava cerca de quatro mil reais por cada procedimento abortivo.

Uma das testemunhas, que frequentou a clínica no mesmo dia em que Jandira, disse que o local era uma casa residencial e que o falso médico não se apresentava como o profissional que realizava o procedimento. A testemunha disse, ainda, que antes do atendimento, o falso médico conversava com as pacientes dentro de um quarto infantil repleto de bonecas.

Na época, Jandira, que tinha 27 anos realizou o aborto em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ela estava grávida de 5 meses e pagou cerca de 4 mil e 500 reais para a quadrilha. A mãe de Jandira, Maria Ângela dos Santos, ressalta que a quadrilha preferiu ocultar o corpo da filha em vez de comunicar a morte dela para a família.

Na época do crime, após a realização do aborto, o corpo da auxiliar administrativa foi mutilado e carbonizado. No dia seguinte à morte da vítima, a polícia encontrou o cadáver, que só foi identificado quase um mês depois por meio de exame de DNA. A irmã de Jandira, Joyce Magdalena, conta que as filhas que a vítima deixou, hoje com 13 e 15 anos, fazem acompanhamento psicológico por causa do trauma.

Na decisão, o Tribunal Popular considera que a prisão dos integrantes da quadrilha impede a continuidade do esquema criminoso. O texto diz ainda que, se soltos, os criminosos voltarão a cometer os crimes, expondo a risco um número indeterminado de mulheres. Os outros membros da quadrilha, Carlos Antônio de Oliveira Junior, Marcelo Eduardo de Medeiros e Mônica Gomes Teixeira vão ser julgados no dia 20 de setembro.

O julgamento de Jorge dos Santos Pires e Luciano Luís Gouvêa Pacheco, que teriam ocultado o cadáver da vítima, ainda não tem data definida. Os acusados respondem por homicídio doloso, ocultação de cadáver, aborto provocado com autorização da gestante e associação criminosa.

Por Thaiana de Oliveira, às 10/08/2018 - 10:09

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