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Pesquisa aponta áreas que cidadão fluminense deseja investimento de recursos públicos - Editoriais - Band News FM

Economia

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Pesquisa aponta áreas que cidadão fluminense deseja investimento de recursos públicos

Gastos com a máquina pública e previdência foram de 62% em 2017

Por Michael Veríssimo, às 09/10/2018 - 16:35

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O Rio gasta mais com o que não é a prioridade para a população. A pesquisa da Federação das Indústrias do Estado mostrou que só com a máquina pública, gastos para manter a estrutura do governo, e com o financiamento da previdência foram consumidos 62% do orçamento. Em 2014, a fatia representava 51%.

As despesas vão na contramão daquilo que cariocas e fluminenses mais sentem falta. Em parceria com a Firjan, o Ibope ouviu 1.200 pessoas, em 37 municípios, no mês de junho, sobre que áreas os recursos públicos devem ser investidos no próximo governo. Saúde, educação e segurança foram os setores mais citados.

Só com informação e inteligência na área de segurança foram gastos em 2017, R$ 2.469,00, o equivalente a um mês de aluguel de um apartamento de quarto de sala em Ipanema, na Zona Sul do Rio. 82% das despesas estão comprometidas com o pagamento de pessoal e somente 0,2% dos custos estão vinculados ao programa de gestão operacional da polícia.

Até 2015, royalties do petróleo representavam, em média, 40% da receita previdenciária. No ano seguinte, a queda do faturamento fez o estado ultrapassar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Sem o aporte desses recursos, a despesa com o pessoal, em 2018, representa 70% do orçamento.

Para o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Lima, há anos falta transparência nas contas públicas e caso o futuro chefe do executivo fluminense não conserte o desequilíbrio orçamentário, a situação do Rio, que já é ruim, vai ficar ainda pior.

Entre 2014 e 2017, os investimentos na área da saúde sofreram redução de 97%. Na educação, a aplicação foi limitada a zero.

Em relação ao futuro do estado, 60% da população se mostrou muito pessimista ou pessimista, segundo a pesquisa.

Confira a reportagem completa clicando no player de áudio.

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